Os prédios
Assim como não há chinesa avulsa – elas sempre andam em duplas, bem pertinho ou de braços dados --, não há edifício no singular: eles vêm em conjuntos de quatro, seis, oito... Há as enormes torres espelhadas, gigantes, de arquitetura futurista, impressionantes. Esses sim, são indivíduos autônomos na paisagem. Mas os prédios residenciais são condomínios gigantes, de quarenta andares. São edifícios feios (não mais feios que os de São Paulo), desses em que se vê mais engenharia do que arquitetura. Lembram de De volta para o futuro II, quando MacFly vai para o futuro em que Biff é o vencedor? Parece um pouco aquilo lá.
Já os prédios Jetsons de vidro são lindos. E o que impressiona é que não estão restritos a uma área da cidade, um centro empresarial ou algo do gênero, mas a várias. Em Pudong estão os mais impressionantes, mas por toda a cidade você topa com um ou vários deles. O mais impressionante (o mais impressionante, o mais sensacional, o mais fantástico, até eu tô me cansando desses adjetivos) de tudo é pensar que essa cidade, como a vemos hoje, brotou do chão da década de 1990 para cá. E no Brasil a gente fica quase uma década olhando para uns tapumes envergados pela chuva, manchados de xixi de cachorro e com lambe lambes “Compro ouro, prata, platina”, esperando a construção de uma padaria...
Nenhum comentário:
Postar um comentário